20 outubro, 2005

Na minha urgência de te querer esqueço um pouco mais de mim e assim deixo a cada dia de ser. Alucino sua ausência, tentando desafiar o que sempre se instala que é a tua falta, faz vazio em um vida que seria, se já não fosse não-vida. Embora no aqui, tão distante. Num lugar inacessível, porque a mim não é permitido chegar. Dentro de mim, os sonhos mais doces, sublimes, de uma vida que não pode ser minha, mas que pode ser sua se lá eu não estiver. Essa dor de você não passa, aleija, impede. E assim vou não sendo, não por não ter você mas, sobretudo, por nunca ter tido a mim.

3 comentários:

Anônimo disse...

Fá, posso roubar isso pra mim? As suas palavras deram vida pra algumas coisas que sinto. Dramárica , eu?! Claro, se não , não seria eu, não seria sua amiga :):):). Seu ensaio é maravilhoso, não fica devendo nada a ninguém, mas eu sempre soube disso, que tenho um amigo que é um grande escritor.
bjos

Binho disse...

Você que tem bons olhos,ouvidos e tudo mais para mim... Mas eu agradeço muito, viu?
bjo

Anônimo disse...

Binho, que bom vc ter deixado o endereço de seu blog! Me deu a oportunidade de ler vc, saber mais de ti! Sim, a dor é grande, mas vou tentar respirar, me deixar surpreender. Vez-em-quando necessitamos desse tipo de vertigem. Dessas anestesias que nos levam a pensar melhor as coisas! Te abraço, querido!

Guiu - Coração Selvagem